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Plano de Resposta a Incidentes

Este documento orienta os procedimentos de contingência do EdTech em casos de falhas graves e violações de segurança. Os protocolos listados aqui foram definidos adotando premissas básicas e diretrizes da norma ISO 27001.

1. Organograma de Resposta

O acionamento de um protocolo de crise (P1) escala hierarquicamente na seguinte ordem:

  1. DevOps / Infraestrutura em Nuvem (L1): Detecção anômala via Google Cloud Monitoring ou denúncia anônima; primeiro isolamento do incidente.
  2. Tech Lead (L2): Acesso a logs de produção, análise forense da aplicação e autorização de manutenções de rede.
  3. C-Level / Comitê Diretivo (L3): Acionado exclusivamente em caso de exfiltração de dados (Vazamento) que fira a LGPD, orientando a postura legal e comunicação.

2. Fases de Resposta a Incidentes

Em conformidade com a ISO 27001, um incidente de Segurança da Informação é tratado nas seguintes fases:

2.1 Preparação

  • Realização de backups automáticos diários assíncronos no Cloud Storage (edtech-backups).
  • Implantação prévia de WAF e controle de autenticação (JWT / Bucket4j).
  • Simulação de testes de estresse (Sprint 8 K6 Tests) para medir resiliência sob carga.

2.2 Identificação

O incidente pode ser identificado via: - Alertas gerados pelo Google Cloud Operations (Ex: Spike de CPU na Cloud Run). - Reporte direto de usuários à central de Suporte. - Alertas bloqueados pela API do ClamAV em múltiplos attempts de infecção no mesmo intervalo de IP.

2.3 Contenção

  • Curto Prazo: Desativar temporariamente o endpoint afetado ou isolar a instância específica bloqueando faixas de IPs maliciosos pelo Firewall VPC / WAF.
  • Ações Imediatas: Se for comprometimento de dados ou banco de dados, interromper o tráfego HTTP na Cloud Run (scale to 0) para cessar qualquer interação com o banco.

2.4 Erradicação

  • Remoção da vulnerabilidade por meio da correção do código fonte (Patch de emergência - Hotfix).
  • Rotação completa de Segredos, JWT Secrets, Credenciais do Banco e Chaves de Serviço (Service Accounts do GCP).

2.5 Recuperação

  • Restauração de integridade utilizando o dump PostgreSQL mais recente e limpo, caso tenha ocorrido exclusão ou violação em massa.
  • Redirecionamento gradual do tráfego para a plataforma acompanhado de logs detalhados (Warm-up).

2.6 Lições Aprendidas

  • Em até 48 horas após o restabelecimento total, toda a equipe técnica e Tech Lead realizam um Post-Mortem. O registro documentará a brecha, o tempo de inatividade (Downtime) e medidas técnicas corretivas definitivas para o backlog.

3. SLA e Matriz de Comunicação

Nível (Severidade) Descrição do Impacto Tempo de Resposta Alvo Canal Principal
P1 - Crítico Indisponibilidade total do Backend (Downtime) ou Exfiltração massiva (Risco LGPD). 30 minutos Pager / Chamada
P2 - Alto Degradação severa (ex: Uploads parados, PDF não carregam). 2 Horas Slack / Email
P3 - Médio Bugs funcionais que afetam a visualização, mas com "Workarounds" disponíveis. 1 Dia Útil Jira / Issue Board
P4 - Baixo Erros de formatação e instabilidades não interruptivas. Backlog Padrão Jira / Issue Board

Em caso de detecção confirmada de incidente P1 envolvendo exfiltração, acione o Tech Lead de imediato e não reinicie as máquinas corrompidas antes de copiar um snapshot dos logs para análise forense externa.

Histórico de Versões

Versão Data Descrição Autor
1.0 12/07/2026 Criação do documento (Issue #163) Pedro Henrique P. Santos

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